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Seminário de Diversidade na Universidade reúne mais de 150 pessoas no Campus de Soure

  • Publicado: Quarta, 28 de Novembro de 2018, 22h59
  • Última atualização em Quinta, 29 de Novembro de 2018, 12h56

 

Dilemas da discriminação, questão agrária na região, o preconceito como a negação do outro, trabalho, emprego e renda; identidades e agendas na ilha do Marajó. Esses foram alguns dos temas debatidos no Seminário de “Diversidade na Universidade”, realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro, no Campus Universitário da UFPA Marajó-Soure. Mais de 150 pessoas estiveram presentes no evento, que contou com a participação de estudantes de escola pública, membros da sociedade civil, servidores da universidade e discentes da instituição.

A mesa de abertura do Seminário contou com a participação do Diretor de Programas e Projetos (DPP), da UFPA, professor, Dr. Edval Bernadino de Campos; O vice-Coordenador do Campus de Soure, professor, Dr. Luiz Marcelo Pinheiro; Dom José Luiz Ascona, Bispo Emérito da Prelazia do Marajó; Dom Evaristo Pascoal, Bispo da Prelazia do Marajó e o representante dos LGBTI’s, Sigmar Figueiredo.

O evento abordou temas relacionados à diversidade. E contou com a colaboração de representantes dos quilombolas, pessoas com deficiência, população ribeirinha, entidade LGBTI e mulheres. Eles ajudaram a promover os debates com o público que estava participando do seminário.

A professora, doutora Zélia Amador, da Assessoria da Diversidade e Inclusão Social (ADIS) da UFPA, participou da mesa sobre “Diferença versus desigualdade: o preconceito como a negação do outro”. De acordo com ela, em relação ao combate ao preconceito, a universidade exerce um papel de “Desvelar tudo aquilo que até então parece natural. E mostrar que não são fenômenos naturais, são constructos sociais, e, que, portanto,  podem ser descontruídos e a gente pode a partir da desconstrução dessas construções sociais estabelecer uma nova ordem e uma nova forma de viver em  conjunto sem pensar no outro como inferior”, declarou a professora.

O Defensor Público do Estado do Pará, Dr. Johny Fernandes  participou da  mesma mesa da professora Zélia. Ele destacou a importância do Seminário. Esse tipo de debate que está sendo promovido pela PROEX, principalmente nos campus do interior é muito relevante, tanto na perspectiva local, de escuta dos problemas que os alunos negros, quilombolas, ribeirinho e pescadores do campus de Soure vivenciam e da relação deles enquanto detentores do saber tradicional, já que a universidade possui o conhecimento técnico e científico, portanto, acho extremamente importante, pois a universidade fica mais próxima dessas comunidades e desconstrói essa ideia de hierarquização do conhecimento”, pontuou o Defensor Público.

Para o Dom José Luís Azcona, Bispo Emérito da Prelazia do Marajó. O Seminário teve um propósito.  “Este evento serviu para resgatar a humanização de uma universidade, que em alguns aspectos ficou desumanizada. E a partir da reflexão que foi feita aqui temos que sair com um compromisso com a população marajoara, que está abandonada, desconhecida e excluída. O Marajó foi apagado da memória histórica concreta do Pará e da nação brasileira. A região precisa de ajuda e a população precisa resgatar sua identidade  para que todos sejam autônomos, livres, dignos e reencontrem sua identidade”, declarou o Bispo.

Carta da Diversidade.

Após o término dos debates foi lida para o público presente uma Carta da Diversidade. O professor, doutor. Edval Bernadino Campos, diretor da (DPP), explicou a finalidade do documento. “A carta de compromissos envolve uma parte mais geral de reafirmação dos valores e princípios éticos que orientam a ação da universidade pública, e a gestão da universidade sob liderança do reitor, Emmanuel  Tourinho. E nessa carta de compromisso abordamos questões mais gerais que são fundamentais para a preservação da soberania e da autonomia das instituições universitárias, mas também indicamos algumas questões específicas para o Marajó, dentre essas questões está o desafio de que a universidade por meio do seu campus, sendo ele um campus aberto de diálogo com a sociedade, precisa também ter uma ação mais propositiva. Sair da passividade, captando os temas que são relevantes e dando a oportunidade de debater. No outro momento nós construímos uma agenda de demanda com os movimentos sociais, Prelazia  do Marajó e diversos grupos da sociedade civil e isso será transformado em uma agenda de compromissos discutida coletivamente, a qual será objeto de um observatório de direitos humanos e justiça social que será criado aqui para o Marajó. E esse observatório vai cuidar de encaminhar essas pautas junto aos poderes constituídos tanto na esfera municipal como na esfera nacional”, explicou o professor.

 

 Texto e Fotos: Giovane Silva - Assessoria de Comunicação do Campus de Soure

 

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