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Turma de Biologia 2017 realiza o evento "TARDE CAFÉ COM LIBRAS "

  • Publicado: Quarta, 05 de Fevereiro de 2020, 15h04
  • Última atualização em Quarta, 05 de Fevereiro de 2020, 15h04

TARDE CAFÉ COM LIBRAS

A turma de Biologia 2017 do Campus Universitário do Marajó – Soure, realizou no dia 30 de Janeiro de 2020 o evento Tarde Café com Libras da disciplina de Libras, ministrada pela professora Leila Mota a fim de promover a inclusão social de surdos.

O evento propôs a conscientização sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, a fim de que todos possam conhecer a cultura da comunidade surda.

As Atividades envolveram a apresentação de mural, Cumprimentos, Alfabeto Números, Família, Calendário, Sentimentos, Higiene, Identidades surdas, Tipos de ouvintismo, Lista de Filmes sobre surdez, Literaturas, Curso no campus, Aplicativos para acessibilidades de surdos, Apresentação de música em libras e Teatro.

LIBRAS

A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, graças à luta sistemática da comunidade surda brasileira, foi reconhecida e regulamentada como a Língua Oficial da Pessoa Surda, com a publicação da Lei nº 10.436, de 24-4-2002 e a Lei nº10. 098, de 19-12-2002. A conquista deste direito trouxe mudanças significativas na vida social e política da comunidade surda brasileira. O provimento das condições básicas e fundamentais de acesso a Libras se faz indispensável, requer o seu ensino, a formação de instrutores e intérpretes, a presença de intérpretes nos locais públicos e a sua inserção nas políticas de saúde, educação, trabalho, esporte e lazer, turismo e finalmente o uso da Libras pelos meios de comunicação e nas relações cotidianas entre pessoas surdas e não-surdas.Com o reconhecimento da Lei nº 10.436 varias conquistas foram alcançadas pela comunidade surda brasileira, mas ainda, à muito a ser feito para que de fato os surdos tenham mais acessibilidade nos espaços sociais. Por isso, ter conhecimento em LIBRAS é um grande diferencial atualmente. Para tanto, o ensino de LIBRAS, vêm com o intuito de proporcionar maior autonomia aos ouvintes e surdos de se comunicarem sem a presença de tradutor/interprete de LIBRAS. Esta limitação comunicativa pode ser superada a partir da utilização de recursos que instiguem o ensino de LIBRAS nas escolas e gere consciência da importância da aprendizagem desta língua na nossa sociedade.

Lei 10.436/2002

Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. De acordo com o censo do IBGE 2010, no Brasil há 2,1milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, das quais 344,2 mil são surdas. Apesar do número expressivo de sujeitos surdos no país, infelizmente a demanda por texto literário na formação desses sujeitos não tem resultado em ações afirmativas que consigam responder de forma satisfatória à realidade que se impõe nessa comunidade. A História da Educação do surdo foi marcada por duas vertentes, religiosa e médica, por três filosofias, o oralismo, comunicação total e o bilinguismo. A crença de que oralismo, a língua oral única forma possível de comunicação e desenvolvimento cognitivo para o sujeito surdo, portanto negava a Língua de Sinais, devia ser evitada por prejudicar o desenvolvimento da oralização (SKLIAR, CARLOS. 2009).

A educação, ainda que já esteja saindo do domínio do oralismo, tem que desaprender um grande número de preconceitos, entre eles o de querer “fazer do surdo um ouvinte”. A educação tem que caminhar no sentido da identidade do surdo, permitiindo também a presença do professor surdo (PERLIN, 2010).

Texto: Dilvane Silva Trindade

Colaboradores: Turma de Biologia 2017.

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