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Projeto: Culturas, Ciências e Educação na Ilha do Marajó: caminhos para uma Educação Intercultural

  • Publicado: Quarta, 05 de Abril de 2023, 18h05
  • Última atualização em Quarta, 05 de Abril de 2023, 18h05

Coordenador: Dr. Nivaldo Aureliano Léo Neto

 

Coordenado pelo Prof. Nivaldo o projeto: Culturas, Ciências e Educação na Ilha do Marajó: caminhos para uma Educação Intercultural, o Projeto estuda de que forma os territórios educativos se constituem e estabelecem vínculos de pertencimento para uma educação contextualizada? Em relação à formação docente em Ciências Biológicas, quais seriam os potencias didáticos para o ensino-aprendizagem que utilize a Etnoecologia e os usos educativos das memórias? Quais os desafios e potencialidades para o estabelecimento de currículos educativos referenciados na cultura local e nos conhecimentos ecológicos tradicionais?

Em relação ao território marajoara, é inegável a intensa presença da população negra e as memórias associadas aos povos indígenas (produtores da cerâmica marajoara). De forma similar, há muitas comunidades extrativistas (pescadores, marisqueiras, catadoras de turu, caranguejeiros, açaizeiros, etc) nas quais os conhecimentos ecológicos tradicionais constituíram a forma de relação com o ambiente. Se a visibilidade do “conhecimento científico” (entendendo-se aqui o conhecimento da “ciência moderna”) só é possível mediante a invisibilidade de outros conhecimentos, é preciso que proporcionemos espaços nos quais hajam a interação entre Culturas e Educação.

Ao nos guiarmos por uma educação intercultural, o reconhecimento das contribuições de outras epistemologias para a construção compartilhada do conhecimento faz com que possamos perceber nossos próprios processos sócio-históricos. Reconhecer a diversidade, nesse caso, atua na formação de professoras e professores sensíveis à diversidade cultural e a uma Educação para os Direitos Humanos que pensa sobre sua própria condição e identidades.

Sendo a escola e a universidade espaço de encontro de culturas (desde aquelas trazidas pelos estudantes, mas também pelas próprias instituições estarem inseridas em territórios socioculturais), este projeto de pesquisa se insere em um campo de ação intercultural no qual a Etnobiologia e a Educação Patrimonial se entrelaçam para o favorecimento de itinerários formativos e da pesquisa para a construção de currículos etnoimplicados através das referências culturais enquanto mediadoras da aprendizagem.

Texto: Nivaldo Cajú

Adaptado por: Assessoria de Comunicação da UFPA de Soure

 

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